sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Revolta Paulista de 1924

A Revolta Paulista de 1924, também chamada de 'Revolução Esquecida', foi a segunda revolta tenentista. Foi o maior conflito bélico já ocorrido na Cidade de São Paulo.
Comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, a revolta teve a participação de numerosos tenentes, entre os quais Joaquim Távora (que faleceu na revolta), Juarez Távora, Miguel Costa,Eduardo Gomes, Índio do Brasil e João Cabanas.
Deflagrada na capital paulista em 5 de julho de 1924 a revolta ocupou a cidade por vinte e três dias, forçando o presidente do estado, Carlos de Campos, a fugir para o interior de São Paulo, depois de ter sido bombardeado o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista na época.
No interior do estado de São Paulo aconteceram rebeliões em várias cidades, com tomada de prefeituras.
Os revoltosos entraram em contato com o vice-presidente do estado Coronel Fernando Prestes de Albuquerque em Itapetininga convidando-o para assumir o governo revolucionário em São Paulo. O Coronel Prestes que já organizara um batalhão em defesa da legalidade, na região da Estrada de Ferro Sorocabana, respondeu aos revoltosos:


” Só aceitaria o governo das mãos do Dr. Carlos de Campos, livre, espontaneamente, legalmente!” - Coronel Fernando Prestes



                                              

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tarsila do Amaral (1886-1973)

Foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro.

                                                 

Oswald de Andrade (1890-1853)

Foi poeta, romancista, ensaísta e teatrólogo. Figura de muito destaque no Modernismo Brasileiro, ele trouxe de sua viagem a Europa o Futurismo. Foi um dos principais artistas da Semana de Arte Moderna e lançou o Movimento Pau-Brasil e a Antropofagia, corrente que pretendia devorar a cultura européia e brasileira da época e criar uma verdadeira cultura brasileira.

                                 
                                                             

Mário de Andrade (1893-1945)

Um dos organizadores do Modernismo e da Semana de Arte Moderna, foi o que apresentou projeto mais consistente de renovação. Lutou sempre por uma literatura brasileira e com temas brasileiros.



                                                 

Manuel Bandeira (1886-1968)

É uma das figuras mais importantes da poesia brasileira e um dos iniciadores do Modernismo. Participa indiretamente da Semana de Arte Moderna, quando Ronald de Carvalho declama seu poema Sapos.


Alcântara Machado (1901-1935)

Foi um importante escritor modernista da primeira fase, apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna, integrando o grupo somente em 1925. Produziu prosa ficcional, renovando sua estrutura para construir histórias curtas e do cotidiano. Privilegia o imigrante, principalmente o italiano, e sua fusão, ampliando o universo cultural de São Paulo.



  
                                                                   

Fases da Revista Antropofagia

Primeira Fase:
Iniciado pelo polêmico manifesto de Oswald, Alcântara Machado, Mário de Andrade (com a publicação de um capítulo de Macunaíma em seu 2º número), Carlos Drummond (3º número, publicou a poesia No meio do caminho); além de desenhos de Tarsila, artigos em favor da língua tupi de Plínio Salgado e poesias de Guilherme de Almeida.
Segunda Fase:
Mais definida ideologicamente, foi iniciada pela ruptura dos Andrades. Nesta fase, há a participação de Oswald, Bopp, Geraldo Ferraz, Oswaldo Costa, Tarsila, Patrícia Galvão Pagu. Os alvos das críticas são Mário de Andrade, Alcântara Machado, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia e Plínio Salgado.